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Mais uma Chance (Liderança)

Postado por Marco Fabossi junho - 29 - 2014 6 Comentários

estresse  Naquela manhã, depois de um sono agitado, deu vontade de dormir um pouco mais, mas logo pensei no trânsito e na montanha de coisas que tenho pra resolver na empresa, e pulei da cama. Fiz a barba rapidinho, tomei um “banho de gato” e joguei uma roupa por cima do corpo enquanto seguia pensando em tudo que precisava fazer durante o dia.
Resmunguei um “bom dia” sem muita convicção, dei um “selinho” descomprometido nos lábios da minha esposa que se ofereciam para um beijo de despedida, e nem notei que os olhos dela ainda guardavam a doçura de uma mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Eu não entendia por que ela vivia reivindicando mais tempo para ficarmos juntos. Afinal, eu estou fazendo tudo isso por nós; estamos melhorando o padrão de vida, não estamos?
Puxa vida! Esqueci de beijar meus filhos que ainda dormiam, e de orar, e pedir a benção e proteção de Deus sobre suas vidas! Mas tudo bem… “Deus, por favor, guarda e abençoa minha família. Amém”. Enquanto dirigia liguei pra minha filha casada. Sorri quando soube que meu netinho havia dado os primeiros passos. Fiquei sério quando minha filha lembrou-me de que há tempos eu não aparecia para ver meu netinho e, então, me convidou pra almoçar. Eu adoraria estar com minha filha e meu neto, mas não podia sair da empresa naquele dia. Agradeci o convite, mas respondi que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana?
Cheguei à empresa, cumprimentei rapidamente as pessoas porque a agenda estava lotada, e eu precisava começar logo a atender meus compromissos. Na hora do almoço, “engoli” um sanduíche e um refrigerante “diet”, enquanto revisava alguns papéis. Acabei me enrolando com alguns temas e sai atrasado para a reunião com um cliente. Nem esperei o elevador. Desci as escadas pulando de dois em dois degraus.
Entrei no carro, dei partida e, quando me preparava para sair, senti novamente “aquele” mal-estar, que agora veio acompanhado de uma forte dor no peito. O ar começou a faltar, a dor foi aumentando, o carro desapareceu, os outros carros também. Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante dos meus olhos ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que eu conhecia muito bem. Quadro a quadro, nele eu via minha esposa, meus filhos, meu netinho, uma após outra, todas as pessoas que eu mais amava.
Por que é mesmo que eu não tinha ido almoçar com a filha e meu neto? O que minha esposa tentou dizer quando eu estava saindo hoje de manhã? Por que eu não fui jogar bola com meus filhos no final de semana? Por que eu não fui pescar com meus amigos no último feriado? A dor no peito persistia, mas outra dor começava a perturbar-me e eu não conseguia distinguir qual era a mais forte: se a dor da coronária entupida ou a dor da minha alma se rasgando de arrependimento.
Escutei o barulho de alguma coisa se quebrando dentro do meu peito, enquanto lágrimas silenciosas escorriam dos meus olhos. Queria continuar vivendo, queria mais uma chance, queria voltar para casa e beijar apaixonadamente a minha esposa, abraçar meus filhos, rever minha filha, brincar com meu neto, rever meus amigos… queria, queria muito, mas não deu tempo.

O personagem dessa estória não teve mais uma chance, mas você e eu ainda temos. Aliás, aquilo que chamamos de “presente”, nada mais é do que uma nova chance que Deus nos dá para fazermos no presente, algo que possa ajudar a construir um futuro melhor, ainda que o passado não tenha sido tão bom.
Em nome do sucesso, da prosperidade, e de um monte de outras coisas, muitas pessoas vivem como se fossem imortais, sem a menor preocupação com o próprio bem-estar e saúde; tão envolvidos com trabalho e carreira, que deixam a vida lhes escapar por entre os dedos. Tão preocupados com o padrão de vida, que acabam vivendo uma vida sem padrão. Tão engajados na conquista de seus objetivos, que deixam de perceber a quantidade de mortos e feridos que deixam pelo caminho.
Há alguns anos comecei a refletir um pouco mais sobre este assunto, e desde então decidi mudar algumas coisas em minha vida, e durante este tempo, dois pensamentos me acompanham e me ajudam a valorizar aquilo que julgo realmente importante em minha vida:
Nenhum outro sucesso na vida pode compensar o fracasso no lar” (David O. McKay), e “A Jornada é mais importante que o Destino”, porque, qualquer que seja o destino, se não cuidarmos daqueles que amamos durante a nossa jornada, incluindo nós mesmos, a vida perde o sentido.
Homens e mulheres de sucesso são, de fato, os que fazem diferença na vida daqueles que os cercam e que conseguem fazer o mundo um pouco melhor graças à sua existência; são aqueles que dedicam seu tempo e sua vida aos seus grandes amores. São aqueles que, apesar de viverem num mundo extremamente competitivo, sabem que sua maior missão é serem felizes e criar oportunidades para que os outros também sejam. Aproveite esta chance!

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Um grande abraço,

Marco Fabossi

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Marco Fabossi
Marco Fabossi é Sócio-Diretor da Crescimentum, a mais completa empresa de formação de líderes do Brasil.
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6 Respostas até agora.

  1. Igor Machado disse:

    É interessante ver esse tipo de estória e notar nossa perspectiva de tempo. Porém, eu sempre tive um pensamento conflitante quanto a isso pelo seguinte motivo: existem metas e objetivos na nossa vida, ou mesmo certos eventos, que nós temos a noção( ou a plena certeza) de que não se repetirão. Por exemplo, certos atletas chegam a disputar Copas do Mundo ou Olímpiadas e sabem que, por um motivo ou por outro, será a única chance de disputar essas competições.Ela acontece uma vez a cada quatro anos, é difícil se classificar e, se não tiver o título, são quatro anos de espera, com a velhice chegando. A preparação para isso vem sempre com a renúncia de muitas coisas, como o convívio com a família, os amigos e hábitos saudáveis de lazer. No meu caso, eu batalhei durante vários anos para conseguir preparo suficiente para meu vestibular.Cheguei a passar 9h por dia, em média, estudando. Em alguns dias, cheguei a marca de 15h de estudo. Muitas vezes não dormia o quanto gostaria e deixei de sair com amigos muitas e muitas vezes. O ano do vestibular era muito importante para mim, e meus professores tentavam tranquilizar a todos dizendo que sempre tem o vestibular do ano seguinte. Eu não pensava assim. Eu costumava dizer que “eu não terei a oportunidade de fazer o vestibular de 2009(exemplo) de novo” afinal, o teste desse ano é aplicado apenas uma vez. Eu sabia que o ano seguinte seria mais gasto de esforço e tempo, assim como mais dinheiro com material, matrícula em curso preparatório etc. Com o sucesso no vestibular, todo esse tempo refleti sobre isso. Pensar que cada acontecimento é único, bem como nossos próprios sonhos. Será que isso é prejudicial demais no futuro? Mesmo com o sonho realizado e o resultado alcançado, o quanto se perde? Será que vai rolar algum excesso, ou até arrependimento? Continuo achando o estudo muito importante, mas ainda não sei como regrar meu estudo e o convívio com os amigos, festas, a família e os relacionamentos amorosos( que, por sinal, foram muito escassos ou não aconteceram de fato).Além disso, cada evento ou acontecimento não se repete nunca se pensarmos a fundo. Se seu amigo der uma festa, não haverá outra igual, mesmo que ele repita o esquema nos anos seguintes. Não sei como utilizar todo o potencial desse pensamento e o do seu artigo a meu favor.Se você reparar, eles entram em conflito muitas vezes.

    • Marco Fabossi disse:

      Igor, bom dia. Muito obrigado pelos preciosos comentários no Blog. Eu também entendo que o desequilibrio faz parte do equilibrio, e que a renuncia faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento. Se alguém decide fazer um MBA, por exemplo, naturalmente terá que abrir mão de algum tempo com a família. Em alguns momentos da vida profissional, talvez a pessoa precise trabalhar o dobro de horas por dia, e assim por diante. O que muitas vezes acabamos nos esquecendo é que nesta jornada existem as pessoas que amamos, e que, apesar de não nos terem por perto durante o tempo que gostariam, esperam e precisam da nossa atenção. Talvez não seja possível brindar a quantidade de tempo que gostaríamos, mas é possível ter mais qualidade durante o pouco tempo que estamos com elas. De alguma maneira, precisamos buscar um pouco mais de equilibrio no meio do desequilibrio, porque chegar lá na frente, conquistar muitas coisas, atingir nossas metas e objetivos, mas afastando-se do cônjuge, perdendo a infância dos filhos, deixando o contato com os amigos, esquecendo-se de cuidar da saúde, e deixando tantas outras coisas pelo caminho, certamente causará tristeza e frustração em todos os envolvidos. Cada pessoa tem seu contexto e situação, por isso, a pergunta que fica é: O que eu posso fazer para melhorar a qualidade do tempo que tenho com as pessoas que amo, incluindo eu mesmo?

      Abração, Marco Fabossi.

  2. Carlos Felix disse:

    Igor, eu concordo com você, porem acredito que como foi dito, o mais importante é a jornada não o destino. A vida é feita de escolhas, porem ao escolher uma coisa, você abrirá mão de outras, e sempre temos que tomar cuidado com essas escolhas. Pois, como você disse, você chegou a estudar 15 horas por dia, e conseguiu seu objetivo, porem o contrário também poderia acontecer, e você por diversos motivos falhar.
    Um professor uma vez me disse: A vida tem que ter um equilíbrio, 33,33% Lazer + 33,33% Trabalho + 33,33 Estudo. É difícil, porem muitas vezes deixamos de lado nossa saúde, pelo objetivo, largamos mão da família, pelo objetivo, e muitas vezes morremos e não concluímos nosso objetivo. E ao olhar para a jornada que trilhamos, nos arrependemos, porem não há como voltar atrás.

    • Marco Fabossi disse:

      Carlos, bom dia. Respondemos ao mesmo tempo para o Igor. Muito obrigado pelos comentários. Abraços.

  3. Monica Brisola disse:

    Bom dia meu querido amigo,

    sempre é bom reler e revigorar… ainda bem que temos você aí do outro lado com essa linda missão de não deixar com que esquecemos o propósito da vida e da felicidade!!

    Beijos grande,
    Saudades, Abraços em toda a família

  4. DEISE GONÇALVES DA SILVA disse:

    Eu li em um artigo em certa ocasião que o verdadeiro sucesso é conseguir conciliar bem família, vida pessoal,vida profissional e em cada um desses setores ser uma pessoa de sucesso. E eu concordo plenamente. O equilíbrio é tudo. As nossas escolhas precisam nos trazer felicidade. Sempre.Sim,as vezes perdemos algo, mas a sensação que estamos perdemos o controle da nossa vida em prol de um sonho,é muito prejudicial no processo todo. Equilíbio, essa é a palavra chave em todos os processos.