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Você está Demitido! (Liderança)

Postado por Marco Fabossi novembro - 20 - 2011 1 Comentário

Você é diretor de uma grande indústria. O mercado vai muito bem e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção, alguns importantes economistas prevêem uma recessão, com grande alarde na imprensa. A diretoria da empresa, já com um fluxo de caixa apertado, decide então economizar 20 milhões de dólares. Sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.

Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração, que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão. O primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução.

“- Antes de mais nada, eu demitiria 620 funcionários não essenciais, economizando 12 milhões de reais. Postergaria, por seis meses os gastos com propaganda, porque nossa marca é muito forte. Cancelaria nossos programas de treinamento por um ano, já que estaremos em compasso de espera. Finalmente, cortaria 95% de nossos projetos sociais, afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar“.

Terminada a exposição, o professor se dirigiu ao meu colega e disse:

– Levante-se e saia da sala.

– Desculpe, professor, eu não entendi – disse John, meio aflito.

– Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar. Eu disse: PARA FORA! E nunca mais ponha os pés aqui em Harvard.

Ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega começou a soluçar e, cabisbaixo, se preparou para deixar a sala. O silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair, o professor fez seu último comentário:

– Agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de economistas meteu medo em todo mundo. Nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.

Adaptado do Texto de Stephen Kanitz

Assim como os vários papéis que exercemos no cotidiano, como pai, mãe, filho, amigo, marido, esposa, estudante, e tantos outros, também Líder e Gestor são papéis distintos. Em meu trabalho com líderes percebo que a falta de compreensão sobre a importância e equilíbrio destes dois papéis ainda é um grande problema no mundo corporativo, tanto que uma das novidades nos Estados Unidos é a figura do “Chief of Staff”, que poderíamos chamar de “Diretor de Pessoas” ou “Diretor de Equipe”, que tem como principal atribuição o cuidado e o desenvolvimento das pessoas, permitindo assim que os executivos se dediquem exclusivamente aos negócios da organização. A justificativa é que estes executivos já não têm tempo para lidar com as estratégias de negócios e com as pessoas, portanto, o “Diretor de Equipe” pode cuidar das pessoas enquanto o executivo cuida dos negócios.

Aparentemente esta é uma iniciativa interessante, mas revela e acentua ainda mais um dos maiores problemas das organizações contemporâneas, sejam empresas, escolas, igrejas ou instituições públicas: Para o líder, resultados valem mais que pessoas. A figura do “Diretor de Equipe” aumenta ainda mais a distância e o isolamento entre o líder e seus liderados.

Observe que na maioria das situações as pessoas ocupam posições de gestão e não de liderança. Não é comum vermos cargos de Líder de Vendas ou Líder de Finanças, por exemplo. O que normalmente vemos é Supervisor de Vendas, Gerente de Finanças, Diretor de Tecnologia e assim por diante. Isto pode parecer um detalhe sem importância, mas transmite uma mensagem silenciosa de que a gestão, o cumprimento de resultados e metas, o cuidado com os processos, o aumento de produtividade, a redução de custos, a manutenção da operação e várias outras responsabilidades são mais importantes que liderar, desenvolver e cuidar das pessoas.

Gestores criam regras, exercem controle e autoridade formal, evitam conflitos, minimizam riscos, enfim, agem mais com a cabeça do que com o coração, buscando atender os objetivos da operação e do negócio. Líderes ouvem, cuidam e conversam com as pessoas, identificam e aproveitam suas melhores características individuais transformando o grupo numa equipe de alto desempenho; Líderes projetam e compartilham uma visão de futuro desafiadora e apaixonante, dão feedbacks sinceros e honestos, influenciam e inspiram as pessoas através do seu próprio exemplo, e trabalham para identificar e formar novos líderes.

Gestão é o que fazemos, liderança é o que somos. Gestão trata de coisas, liderança, de pessoas. Gestão e Liderança não são concorrentes, mas complementares. O que realmente importa é que o equilíbrio entre estes dois papeís produza, por meio de pessoas bem cuidadas, desenvolvidas e motivadas, os melhores resultados para a organização.




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Um grande abraço,

Marco Fabossi

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Marco Fabossi é Sócio-Diretor da Crescimentum, a mais completa empresa de formação de líderes do Brasil.
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Uma Resposta até agora.

  1. Sônia disse:

    Liderar pessoas é um grande desafio,mas é bom ver o resultado,acho que um dos pontos mais difíceis é afinar os interesses individuais com os da empresa,devido a tendência natural do ser humano de lutar em causa própria de forma egoísta.Com o auto-conhecimento e mudanças de valores e atitudes é possível alcançar o crescimento.