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Afinal, O que é Inteligência? (Liderança)

Postado por Marco Fabossi maio - 11 - 2014 4 Comentários

inteligencia  Quando eu estava no exército, fiz um teste de aptidão e consegui 160 pontos. A média era 100 pontos. Ninguém na base havia visto uma nota dessas antes. E assim foi a minha vida, sempre consegui notas como essa, o que me fez acreditar que eu era realmente muito inteligente. E eu sabia que as outras pessoas também achavam isso.
Com o tempo, descobri que essas notas significam apenas que eu era muito bom para responder um tipo específico de perguntas acadêmicas, consideradas pertinentes pelas pessoas que formularam esses testes de inteligência, e que provavelmente têm uma habilidade intelectual parecida com a minha.
Meu mecânico, por exemplo, jamais conseguiria passar em um teste desses, acho que não chegaria a fazer 80 pontos. Portanto, sempre me considerei muito mais inteligente do que ele, porém, quando acontecia alguma coisa com o meu carro e eu precisava de alguém para dar um jeito rápido, era ele que eu procurava. Observava como ele investigava a situação enquanto fazia seus pronunciamentos sábios e profundos, como se fossem oráculos divinos. No fim, ele sempre fazia o carro funcionar.
Certa vez, enquanto mexia no motor do meu carro, ele levantou a cabeça por cima do capô e me perguntou:
– Doutor, um surdo-mudo entra numa loja de construção para comprar pregos. Ele coloca dois dedos no balcão como se estivesse segurando um prego invisível e com a outra mão, imita umas marteladas. O balconista trouxe então um martelo. Ele então balançou a cabeça de um lado para o outro negativamente e apontou para os dedos no balcão. Dessa vez o balconista trouxe vários pregos, ele escolheu o tamanho que queria e foi embora. O cliente seguinte era um cego, e queria comprar uma tesoura. O que o senhor acha que ele fez?
Eu levantei a minha mão e “cortei o ar” com dois dedos, imitando uma tesoura.
– Não! Ele simplesmente abriu a boca e usou a voz para pedir a tesoura!
Enquanto gargalhava, ele ainda falou:
– Tô fazendo essa pegadinha com todos os meus clientes hoje.
– E muitos caíram? – perguntei esperançoso.
– Alguns, mas com você eu tinha certeza absoluta que ia funciona..
– Ah é? Por quê?
– Porque você tem muito estudo doutor, e pessoas assim acham que sabem tudo, e que sempre têm a melhor resposta. Mas, eu tinha certeza que não seria muito esperto!
E algo dentro de mim dizia que ele tinha alguma razão no que dizia.

(Adaptado da autobiografia do Dr. Isaac Asimov, escritor e bioquimico (1920-1992), It’s Been a Good Life)

Afinal, o que é inteligência? Na década de 1980, na Universidade de Harvard, Howard Gardner desenvolveu um modelo amplo e detalhado sobre a inteligência humana. Acompanhando o desempenho profissional de pessoas que haviam sido alunos teoricamente “fracos”, Gardner surpreendeu-se com o grande sucesso obtido por vários deles, e passou, então, a testar hipóteses sobre os métodos de avaliação escolar. Gardner concluiu que as formas convencionais de avaliação apenas traduzem a concepção de Inteligência Intelectual (QI), com ênfase na competência lógico-matemática e linguística, demonstrando que outras competências também são produto de processos mentais, e que não há motivo para diferenciá-las do que geralmente se considera inteligência. Dessa forma, Gardner criou o Modelo das Inteligências Múltiplas; inteligências que se integram, se relacionam e se complementam, trabalhando uma em favor da outra na busca da melhor resposta. Se quiser conhecer um pouco mais sobre o tema, pode consultar o livro Inteligências Múltiplas – A Teoria na Prática, H. Gardner (1993).
Mas a coisa não para por ai. Dale Carnegie, há mais de 50 anos, já havia declarado que mais de 75% do sucesso de um líder estavam relacionados a suas habilidades interpessoais, contudo, foi a partir de trabalhos científicos iniciados na década de 1980 com Peter Salovey e John Mayer, que a Inteligência Emocional ganhou novo significado e, alguns anos depois, em 1995, conquistou a atenção de milhões de pessoas por todo o mundo graças ao livro “Inteligência Emocional”, do psicólogo e jornalista científico Daniel Goleman, que define a Inteligência Emocional como “a capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos“. Estudos realizados pela Case Western University, envolvendo quinze empresas globais e milhares de executivos, ratificaram os comentários de Dale Carnegie, concluindo que aproximadamente 80% da efetividade dos líderes de sucesso vêm de competências existentes na Inteligência Emocional. Afinal, liderança é não é um monólogo, mas um diálogo, e portanto, pressupõe relacionamento com outras pessoas.
E a coisa ainda não para por ai! Nas últimas décadas, vem se destacando na liderança a importância da Inteligência Espiritual, que defino como “a capacidade de pensar, sentir e agir crendo que existe algo ou alguém além do tangível ou material que serão impactados por nossas decisões e atitudes, transcendendo assim os limites de tempo e espaço, trazendo consciência, significado e equilíbrio para o papel das pessoas nas organizações, na família, na sociedade e no mundo”.
Concluindo: A Inteligência Emocional, nos permite julgar a situação em que nos encontramos e então escolher o melhor comportamento para aquele momento; já a Inteligência Espiritual nos leva a perguntar: “O que significa estar nesta situação?” e refletir se realmente queremos fazer parte dela.
Por isso, é imprescindível que o líder tenha consciência de que a inteligência vai muito além da capacidade intelectual, e com isso tenha em consideração os seguintes pontos:

  • Não basta ser intelectualmente inteligente. Desenvolver sua inteligência emocional e espiritual é fundamental para que você se torne um líder extraordinário. A inteligência emocional o(a) ajudará a melhorar os relacionamentos e as decisões, e a inteligência espiritual o conscientizará da importância de estabelecer um propósito e uma visão de futuro;
  • Todas as pessoas são inteligentes em alguma coisa, e você líder é responsável por explorar essas inteligências em favor das próprias pessoas, da equipe e do resultado;
  • Líder, você não é o dono da verdade. A verdadeira e mais poderosa inteligência está no estoque de conhecimento das pessoas, da equipe e da organização. E você é o responsável por administrar este estoque, mantendo-o disponível a todos.

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Um grande abraço,

Marco Fabossi

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Marco Fabossi
Marco Fabossi é Sócio-Diretor da Crescimentum, a mais completa empresa de formação de líderes do Brasil.
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4 Respostas até agora.

  1. Rubens Ap. Lourenzi disse:

    É isso mesmo, querido irmão Fabossi, nós devemos ser humilde para se relacionar com outras pessoas do nosso convívio e liderar sem pisar nelas, achando ser o conhecedor e dono da verdade. Grato Fabossi e que Deus continue a te abençoar com todo esse material que nos envia e nos faz despertar para a realidade que vivemos. Eu nada sou sozinho!
    Necesitamos um do outro.
    Um abraço.
    Rubens Lourenzi.

  2. Sônia disse:

    A Inteligência Emocional precisa ser desenvolvida desde a infância, ela é uma importante ferramenta para toda a vida, e não apenas para o líder, mas esses ensinamentos já foram dados por Jesus a muitos anos e agora estão sendo descobertos como sendo algo novo, porém o que importa é desenvolver e praticar essas verdades.

  3. ivone toledo kott disse:

    gostei demais, sensacional, obrigada Marco.

  4. Parabéns Marco pelo seu maravilhoso trabalho. Gosto muito da dessa frase: “A força de um chefe esta na admiração que ele desperta e não medo que ele inspira”. (Stephen R. Covey) Que Deus te abençoe abundantemente.