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Instruir ou Formar? (Liderança)

Postado por Marco Fabossi novembro - 10 - 2013 6 Comentários

apoio1  Em seus primeiros dias como professora da quinta série, Teresa percebeu na primeira fila um garoto chamado Ricardo que pouco se relacionava bem com os colegas e sempre mal arrumado. No início ela não se incomodou muito, e houve momentos em que ela até gostava de dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos.
Ao iniciar o ano letivo, cada professor recebia e lia com atenção a ficha escolar dos alunos, e Teresa deixou a ficha de Ricardo por último, mas quando a leu ficou surpresa. A professora do primeiro ano escolar havia anotado o seguinte: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele”.
A professora do segundo ano escreveu: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas demonstra preocupação com sua mãe que está muito doente e desenganada pelos médicos”.
Da professora do terceiro ano constava a seguinte anotação: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo”. A professora do quarto ano escreveu: “Ricardo anda muito distraído e não demonstra qualquer interesse pelos estudos. Tem poucos amigos e às vezes dorme na sala de aula”.
Naquele dia, Tereza decidiu se aproximar de Ricardo que, com o passar do tempo só melhorava. Quanto mais ela lhe dava importância e atenção, mais ele se animava.
Ricardo terminou o ano letivo com um dos melhores alunos. Um ano depois, Tereza recebeu uma carta em que Ricardo lhe dizia que ela havia sido a melhor professora que teve na vida. Seis anos depois, outra carta de Ricardo lhe dizia que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora que tivera. As notícias se repetiram até que um dia ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno.
Algum tempo depois, Tereza recebeu o convite de casamento de Ricardo, e no dia do casamento, quando se encontraram abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido:
– Obrigado por acreditar em mim, por me fazer sentir importante, e por demonstrar que posso fazer a diferença.
E Teresa sussurrou baixinho:
– Não! Foi você que me ensinou que eu podia fazer a diferença, afinal, até aquele momento, eu sabia ensinar, mas não sabia educar, e você me ensinou como fazê-lo.

Assim como existe uma grande diferença entre ensinar e educar, também existe uma enorme distância entre instruir líderes e formar líderes. A instrução assume responsabilidade, mas atinge apenas o “fazer”, enquanto a formação é capaz de tocar o “ser”, evocando compromisso e envolvimento com a vida daqueles que estão sendo formados. A instrução não forma, já que é possível instruir pessoas com ideologias e valores completamente opostos aos seus, porém, para formá-las, é preciso caminhar junto, colocar os braços ao redor, compartilhar valores, sentimentos, paixões, conhecimento e sabedoria.
Para que isso aconteça, não basta conhecer as pessoas; é preciso reconhecê-las como seres humanos, saber quem são elas, sua origem, conhecer sua história, seus talentos, suas dificuldades, acreditar que elas podem melhorar, e entender como você pode apoiá-las em seu desenvolvimento.
Quanto você conhece da história e da vida de seus liderados? Pode até ser que você não tenha tanta simpatia por alguns deles e, consequentemente não tenha muita intimidade com estes, contudo, o líder não precisa necessariamente ser intimo das pessoas, mas precisa ser próximo delas. Quão próximo você está de seus liderados? Quanto eles o conhecem? Quanto você os conhece?
A empatia é uma das principais competências da liderança, que tem como oposição o julgamento. Quanto mais você conhece a história das pessoas, mais empatia e consequentemente, menos julgamento, você terá pelas pessoas. Portanto, como líder, é muito importante que você se aproxime de seus liderados, e conheça mais sobre a história e a vida deles. Isso o ajudará a desenvolver um maior nível de empatia por eles.
A formação de novos líderes não é apenas uma das principais responsabilidades do líder, mas é também a maior realização e gratificação de sua jornada, porque em liderança não existe sucesso sem sucessão, portanto, não instrua, forme!

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Um grande abraço,

Marco Fabossi

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Marco Fabossi
Marco Fabossi é Sócio-Diretor da Crescimentum, a mais completa empresa de formação de líderes do Brasil.
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6 Respostas até agora.

  1. Verinha disse:

    ESSE ARTIGO DE HOJE ME LEVOU AS LAGRIMAS! É UMA LIÇÃO DE VIDA. BOM DOMINGO A TODOS E UMA EXCELENTE SEMANA.. BJS

  2. Angela Torres disse:

    Parabéns pelo texto maravilhoso… excelente reflexão, estou disponibilizando para os amigos.
    Muito obrigada por compartilhar tamanha sabedoria.
    Angela Torres

  3. Nilda disse:

    Marcos! Já conhecia esse texto, mas sempre que leio, a emoção é muito forte. Este texto serve para refletir sobre o pré-conceito e a exclusão social. Valeu muito relê-lo. OBRIGADO!

    Nilda Martina

  4. Bem legal o texto, Fabossi! Gostei bastante da diferenciação dos termos “instruir” e “formar”! Concordo 100% com você!
    Abraços!

  5. Veruska Galvão disse:

    Parabéns pelo texto, Fabossi!
    Emocionante!
    Certamente vou utilizá-lo para atividades de desenvolvimento de liderança.
    Obrigada.

  6. Pedro Luis disse:

    Excelente texto Marco, realmente emociona e nos conscientiza da necessidade de tocar o “ser”.