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Mudanças (Liderança)

Postado por Marco Fabossi novembro - 29 - 2009 4 Comentários
Mudancas Antonio, presidente de uma grande organização, recebeu alguns convites para um concerto da Sinfonia Inacabada de Schubert, mas como tinha compromisso para aquela noite, cedeu os convites a um de seus gerentes, um especialista em produtividade, de quem recebera na manhã seguinte ao concerto, este e-mail:
“Prezado Sr. Antonio, muito obrigado pelos convites. No geral, eu e minha esposa tivemos uma noite muito agradável, mas, sobre a sinfonia existem algumas coisas que podem ser melhoradas:
Por um longo período de tempo os quatro tocadores de oboé (instrumento musical de sopro) não tinham o que fazer. Eles devem ser “cortados” e o seu trabalho distribuído entre os outros membros da orquestra, eliminando picos de atividade e excesso de pessoal.
Todos os doze violinos tocavam notas idênticas. Isto é um desperdício, portanto deve haver um corte drástico no número de elementos neste setor. Se um volume alto de som é realmente necessário, isto poderá ser obtido através de um amplificador elétrico.
A execução das demi-semi-colcheias exige muito esforço e atenção, e isso me parece um refinamento excessivo sob o ponto de vista de custo-benefício. Recomendo que todas as notas sejam arredondadas para a mais próxima semi-colcheia.
E se isto for feito, sugiro que contratemos estagiários ou operadores de nível mais baixo, que certamente terão salários inferiores aos atuais músicos.
Não vejo nenhum propósito útil em repetir com instrumentos de sopro as passagens que já tenham sido tocadas pelas cordas. Trata-se claramente de uma duplicidade de funções.
Se todas estas passagens redundantes forem eliminadas o concerto poderia ser encurtado em, pelo menos, vinte minutos.
Na condição de especialista que sou, quero lembrar que o momento atual das empresas requer uma concentração de esforços em atividades de racionalização, produtividade, eficiência e competitividade, principalmente se considerada a globalização da economia.
Voltando ainda ao concerto, se Schubert tivesse prestado atenção nas questões aqui levantadas, ele, indiscutivelmente teria sido capaz de terminar esta sinfonia.”
(Adaptado do texto de Humbert Malhaman)
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A única coisa que não muda é que tudo muda o tempo todo. E diante deste cenário, quais têm sido nossas atitudes frente às mudanças?
Em nosso dia-a-dia é comum nos depararmos com pessoas que agem como se vivessem sob uma redoma que lhes impede de ver as coisas de um jeito que não seja apenas o “seu jeito”. Pessoas que querem mudar tudo e todos, mas nunca a si mesmas. Mais do que praticidade, é preciso ter bom-senso.
Segundo os especialistas, nos últimos 50 anos tivemos mais mudanças que em toda a história da humanidade. Desde os tempos das cavernas o homem tem inventado e descoberto o fogo, a roda, a máquina a vapor, o computador, o celular, a internet, e tantas outras coisas, mas o que devemos considerar é que não foram estas descobertas em si que fizeram a grande diferença, mas a nossa capacidade de adaptar-nos à elas.
Olhe ao seu redor e perceberá que uma das principais causas do fracasso de muitas pessoas, seja na vida pessoal como profissional, é resultado de sua incapacidade de aceitar e assimilar mudanças. Por isso, se quisermos estar realmente preparados para as mudanças que certamente virão, precisamos retirar os “filtros” que cobrem nossos olhos, e continuarmos abertos para aprender o tempo todo.
E se mesmo assim não conseguirmos resistir à tentação de praticarmos os modismos que cercam o mundo corporativo, basta adotarmos as seguintes práticas: melhoria contínua do homem, reengenharia dos valores pessoais, benchmark de pessoas, downsizing de preconceitos e crenças irracionais, marketing das qualidades humanas, qualidade total do ser humano, e aumento da produtividade de emoções sinceras e verdadeiras.
Que tal?
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Metáforas como esta fazem parte do livro Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach, que pode ser adquirido em www.coracaodelider.com.br
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Informações sobre Coaching, Palestras e Treinamento em Liderança pelo e-mail marco@marcofabossi.com.br
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Clique aqui e veja outros textos do Blog do Fabossi
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Um grande abraço,
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Marco Fabossi

4 Respostas até agora.

  1. Fillipe disse:

    Marco, sensacional!

    Porém o “pobre” gerente do texto está precisando ouvir mais e perceber que pequenas coisas, como o simples fato de que os quatro oboístas estavam aguardando o momento, talves único na peça, para deixar registrada a sua participação, pois se eles precisaram esperar para tocar é porque tem o momento certo para isto, assim como os demais instrumentos!
    E, ainda, digo que a orquestra não é nada mais do que um exemplo de trabalho em equipe, cada um tem seu tempo / momento de entrar em cena. Talves uns “trabalhem” (toquem) durante toda a peça e outros somente em certas ocasiões e isto FAZ a diferença, da mesma forma no trabalho, há momentos que o envolvimento de certo depto. é mais intenso, porém a participação de outros depto é indispensável. Acredito que um trabalho em equipe bem liderado e executado, de forma análoga, resulta numa harmoniosa melodia.

    Parabéns !
    Abração,

    Fillipe

  2. Marcos Prandi. disse:

    Marco,

    por ser uma pessoa apaixonada por música, considerei este exemplo muito infeliz, sentimento versus razão.
    um abraço,
    Marcos Prandi.

    • Marco Fabossi disse:

      Marcos, bom dia.

      Obrigado pelos comentários. Eu também sou um apaixonado por música. Talvez não tenha ficado claro no texto, e por isso eu fiz uma pequena correção, mas o que quis dizer é que as pessoas é que precisam estar abertas a mudanças. Neste caso, não é sinfonia que deve mudar, mas quem a está observando.

      Abraços,

      Marco

  3. sálvia disse:

    Meu amigo Marco, muito bom o texto. COmo é fácil darmos sugestões e definirmos mudanças que estão fora de nós. Temos uma enorme capacidade de corrigir os outros a as coias. Mas e a nós mesmos? Como nos vemos? Será que consigo me ver além das minhas concpções, valores e preconceitos? Vemos as falhas dos outros e as corrigimos, mas muitas vezes essas mesmas falhas estão em nós, mas não conseguimos nos ver pelo nosso próprio espelho.

    Também quero saber sobre o curso do final da semana.
    Sálvia