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O Grande Concerto (Liderança)

Postado por Marco Fabossi junho - 6 - 2010 6 Comentários

Desejando encorajar o progresso de seu pequeno filho ao piano, a mãe levou-o a um concerto de um famoso pianista. Após sentarem-se, a mãe percebeu uma velha amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Aproveitando a oportunidade, o pequeno menino saiu para explorar as maravilhas do teatro, e de repente se deparou com o aviso: “ENTRADA PROÍBIDA“.

Quando as luzes diminuíram e a mãe retornou ao seu lugar, percebeu que o menino não estava lá. Em poucos segundos as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um imponente piano Steinway no centro do palco. A mãe quase desfaleceu quando viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente “catando” as notas de “Cai, cai, balão”.

Naquele mesmo instante o grande mestre fez sua entrada, e ao ver o menino ao piano, caminhou em sua direção, e sussurrou ao seu ouvido:

– Não pare, continue tocando.

Então estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.

Juntos, o velho mestre e o jovem aspirante transformaram aquela situação em uma experiência maravilhosamente criativa, e o público ficou maravilhado!


Uma das principais responsabilidades de um líder é a formação de novos líderes, porque disso depende o futuro da organização. A formação de novos líderes, porém, não é apenas uma responsabilidade, mas a maior gratificação na jornada do líder, porque em liderança não existe sucesso sem sucessor.

É importante, porém, não confundir instrução e formação. A instrução assume responsabilidade, mas atinge apenas o “fazer”, enquanto a formação é capaz de tocar o “ser”, evocando compromisso e envolvimento com a vida daqueles que estão sendo formados. É preciso compreender que a instrução não forma, já que é possível instruir pessoas que têm ideologias e valores totalmente opostos aos seus, porém, para formá-las, é preciso caminhar junto, colocar os braços ao redor, compartilhar valores, sentimentos, paixões, conhecimento e sabedoria.

O verdadeiro líder atua como um técnico, criando condições de desenvolvimento com um modelo de aprendizado contínuo, no qual o principal objetivo é que as pessoas se desenvolvam e, assim, aumentem sua capacidade de ação, levando-as à conquista da excelência por suas próprias mãos, ajudando-as a entender o que falta para que possam atingir o nível esperado por meio de planos de ação e feedbacks constantes.


Clique aqui e veja outros textos do Blog do Fabossi

Um grande abraço,

Marco Fabossi

Saiba mais sobre o trabalho de Coaching, Palestras e Desenvolvimento de Liderança de Marco Fabossi em www.marcofabossi.com.br

Adquira o livro Coração de Líder – A Essência do Líder-Coach em www.coracaodelider.com.br

Vídeos sobre Liderança e Motivação: www.youtube.com/blogdofabossi


6 Respostas até agora.

  1. helmar disse:

    Apenas para deixar meu registro,

    Simplesmente maravilhoso o texto acima.

    Abraços Fabossi

  2. Claudinei Franzini disse:

    Fabossi, o texto é realmente inspirador. nos dá a sensação de que temos muito a fazer com aqueles que estão conosco na jornada. O plano de ação é fundamental, assim como o feedback. Amei a frase: Em liderança, não existe sucesso sem sucessor.
    Em tempo, parabéns pelo texto publicado no Diário.

  3. ariel disse:

    belo texto pra comecar uma segunda feira
    parabens dr.fabossi por essa bela escolha so trocando seis por meia duzia sucesso sem sucessor e um fracasso . parabens

  4. Jassonara disse:

    Amei esse texto. Bastante inspirador. Pronto para ser colocado em prática, pois somente lê nada adianta. Surge uma dúvida e gostaria que me respondesse:
    Todos nós nascemos líder ou adquirimos no decorrer de nossa profissão?
    Não sei se todos nascem com apitdão de liderar.

    Beijos………..

    • JASSONARA disse:

      desculpe!!!!

      Amei esse texto. Bastante inspirador. Pronto para ser colocado em prática, pois somente lê nada adianta. Surge uma dúvida e gostaria que me respondesse:
      Todos nós nascemos líder ou adquirimos no decorrer de nossa profissão?
      Não sei se todos nascem lideres???

      • Marco Fabossi disse:

        Jassonara, tudo bem? Desculpe a demora em responder, mas tive problemas com meu e-mail no Gmail, e só agora estou conseguindo colocá-los em ordem. Para responder à sua pergunta, vou copiar um trecho do meu livro, Coração de Líder. Espero que ajude:

        Liderança não é um dom, mas uma habilidade, ou um conjunto de habilidades. Segundo os dicionários da língua portuguesa, habilidade é uma capacidade aprendida ou adquirida, a aptidão ou possibilidade de fazer ou produzir alguma coisa. Assim sendo, é plenamente possível aprender a liderar.

        Durante muito tempo eu acreditei não ser possível que alguém pudesse tornar-se um líder. Como muitos, eu entendia que alguns poucos felizardos já nasciam com o “dom da liderança” e que aos outros 99% da população só restaria conformar-se com sua falta de sorte. No entanto, depois de acompanhar e testemunhar o crescimento de vários líderes, incluindo o meu próprio, eu estou convicto de que é plenamente possível aprender a liderar.

        Esta afirmação, porém, não contradiz o fato de que existem pessoas com aptidões naturais e fatores genéticos favoráveis à liderança. Contudo, elas são muito poucas para que o mundo dependa delas. E ainda que essas pessoas tenham maior facilidade em desenvolver suas habilidades inatas de liderança, primeiro precisarão optar por assumir o papel de líder, já que a História está repleta de líderes natos que foram para o túmulo sem nunca haver tomado esta decisão.

        Façamos um exercício mental sobre este assunto. Dentre as várias personalidades do mundo esportivo, pensemos em dois atletas que demonstraram muita habilidade naquilo que faziam: Ayrton Senna e Pelé. Como é que esses “monstros” descobriram que um dia seriam os melhores do mundo? Ayrton Senna seguramente não saiu montado num carrinho de dentro da barriga da mamãe, ouvindo aquela maravilhosa música da vitória acompanhada pelos gritos do Galvão Bueno. Tampouco Pelé nasceu fazendo “embaixadinhas” e dando um “lençolzinho” no médico.

        Um dia, Ayrton Senna olhou para um kart, o Pelé para uma bola, gostaram, experimentaram, e pensaram: Esse negocio é bom mesmo! Eu realmente gostei, e parece que eu levo jeito pra coisa. Acho que é isso que eu quero para minha vida. Ou seja, incentivados por outros líderes, neste caso seus pais, eles decidiram que aquilo é o que eles gostariam de fazer, e daí pra frente você já sabe o que aconteceu: se tornaram os melhores do mundo num piscar de olhos, certo? Errado! Antes de se tornarem os melhores, “muita água passou por debaixo da ponte”; foi preciso muita dedicação, perseverança e treino.

        Nos documentários sobre a vida destes dois fenômenos, podemos ver o quanto eles treinavam e se dedicavam àquilo que decidiram fazer. Seus dons ou habilidades naturais, que durante algum tempo nem mesmo eles sabiam que possuíam, foram sendo aprimoradas dia a dia, até conquistarem o mundo com sua arte e destreza. Assim é a história da maioria dos vencedores, e também a história daqueles que desejam tornarem-se verdadeiros líderes: pouca inspiração e muita transpiração. Sem dúvida que os dons naturais podem ajudar. Mas, mais importante que possuir habilidades inatas para a liderança, é decidir tornar-se um verdadeiro líder, buscando desenvolver-se a cada dia, porque ainda que não sejamos capazes de pilotar um carro como Ayrton Senna ou jogar futebol como Pelé, com treino, dedicação e perseverança, podemos fazê-lo muito melhor que atualmente.

        Em Cultive a Semente da Liderança, vamos nos aprofundar um pouco mais nessa questão. É muito importante, porém, que você entenda, desde já, que mesmo aqueles que não foram agraciados com o “dom da liderança”, se estiverem realmente dispostos, podem adquirir, aperfeiçoar e desenvolver as habilidades necessárias para tornarem-se excelentes líderes. Isso dependerá exclusivamente da vontade, motivação, dedicação, determinação, disciplina e autoliderança de cada pessoa em conquistar o Coração de Líder.