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As Lições de Liderança de Walt Disney

Postado por Marco Fabossi maio - 14 - 2017 3 Comentários

  Dois dias depois da inauguração da Disneylândia, em 13 de julho de 1955, Walt Disney chamou a seu escritório o vice-presidente de elenco. Disney que era tido como “o mais calmo dos indivíduos”, naquele dia estava muito contrariado com uma situação, e colocou todo mundo pra fora da sala, com exceção do vice-presidente, e então fechou a porta.

A causa da agitação de Disney era o comportamento do menino ruivo contratado para fazer o papel de Tom Sawyer que, ao fazer o possível para imitar o desordeiro Tom, estava procurando briga de verdade com os outros meninos que visitavam o parque!

E era uma questão delicada, uma vez que o próprio Walt Disney havia sugerido o menino para o trabalho, que antes era um mensageiro de seu escritório. Agora o vice-presidente, que o havia contratado por indicação do chefe, estava dizendo a Disney:

– O garoto está surrando todos os seus hóspedes. Temos que demiti-lo.

Mas a portas fechadas, Disney pegou o vice-presidente de surpresa. Ele não estava transtornado por causa do comportamento do garoto, mas porque o executivo não havia preparado e treinado o menino para que realizasse bem o show. O menino estava apenas tentando fazer o seu trabalho da melhor maneira que sabia, argumentou Walt. A falha não era do menino, mas da administração da Disney, por não certificar-se de que o menino havia entendido o que esperavam dele.

Esse incidente havia sido esquecido até ser relatado pelo então aposentado vice-presidente e personagem da história, em uma festa em homenagem ao outrora pequeno garoto ruivo por seus 30 anos de serviços prestados à empresa.

Texto adaptado de “Lições da vida para empresa e seus colaboradores” de Bill Capodagli e Lynn Jackson.


Os exemplos e atitudes de Walt Disney nos inspiram e ensinam muitas coisas importantes sobre missão, visão de futuro, empreendedorismo e, principalmente, liderança. Vejamos algumas delas:

Responsabilidade: Uma das “viradas de chave” mais complexas na transição de “colaborador individual” para líder, é o fato de que ao tornar-se líder, também torna-se responsável por tudo o que acontece em sua área de atuação. Se os resultados estão aquém do que poderiam estar, de quem é a responsabilidade? Se tem alguém na sua equipe entregando menos do que poderia, de quem é a responsabilidade? Se tem gente desmotivada na equipe, quem é o responsável? É do líder! E apesar da suposta experiência e maturidade do vice-presidente de elenco, Disney precisou lembra-lo de que ele era o responsável pelo comportamento e desempenho do garoto e, consequentemente, ele deveria empenhar-se para desenvolvê-lo antes de pensar em demiti-lo. Enquanto líder, você tem assumido responsabilidade pelo que acontece à sua volta?

Alinhamento de Expectativas: Uma das mais importantes, e também das mais negligenciadas responsabilidades de um líder, é o alinhamento de expectativas: O que você espera das pessoas em relação a comportamentos, resultados, atitudes, desempenho e autodesenvolvimento? O que elas esperam de você como líder? As pessoas, em geral, estão bem-intencionadas; elas vão ao trabalho com a intenção de acertar, mas às vezes erram; e parte desses erros acontecem por pura falta de alinhamento de expectativas; por não saberem exatamente o que se espera delas. Segundo pesquisa realizada pela BTS Consultoria com 400 empresas globais, 73% dos problemas de liderança poderiam ser evitados se os líderes utilizassem de maneira mais efetiva apenas duas importantes ferramentas em seu dia a dia: alinhamento de expectativas e feedback honesto e assertivo, portanto, faça a sua parte!

Humanidade: Disney não estava preocupado apenas em resolver problemas; ele buscava enxergar e compreender o impacto de suas ações em todo o sistema, incluindo as pessoas. Talvez fosse muito mais fácil demitir o garoto, assim como muitos líderes preferem fazer, já que para esses líderes, desenvolver pessoas leva muito tempo e dá muito trabalho. Disney tinha consciência de que, muito além dos resultados e da reputação do parque, a vida e o futuro de um garoto de 13 anos estava em jogo, e então agiu para que ele fosse considerado e tratado com o devido respeito. Isso é humanidade, e sem ela não existe liderança.

Respeito: Disney poderia ter conversado com o vice-presidente na frente de outras pessoas, mas mesmo contrariado e afetado emocionalmente, preferiu fazê-lo em privado, de maneira dura e assertiva, mas respeitosa. Em vez de sair pelos corredores batendo no peito e anunciando que “aqui quem manda sou eu”, ele preferiu tratar com respeito todas aqueles envolvidos no processo: as pessoas que estavam na sala, o vice-presidente, o garoto, e os clientes. Essa história só apareceu depois de trinta anos, porque Disney simplesmente fez o que precisava ser feito, sem alarde e com muito respeito. Isso é liderança.

Estilos de Liderança: Como mencionei, Disney era tido como “o mais calmo dos indivíduos”, mas nessa situação colocou todo mundo pra fora da sala, e conversou de forma bem dura e assertiva com o vice-presidente. Alguns podem até achar que foi falta de controle emocional, mas eu prefiro chamar de flexibilidade e autenticidade. Obviamente, cada líder tem preferência e predominância por um estilo de liderança, mas cada estilo, seja qual for, será inapropriado e ineficaz em determinadas situações. Em um momento de risco e urgência, por exemplo, ainda que seu estilo seja mais democrático, é provável que adotar uma postura mais autocrática funcione melhor, e vice-versa. Lembre-se de que o líder é responsável pelos resultados, então, adote para cada situação o estilo que possa trazer o melhor resultado. Não deixe de ser você, mas seja flexível para adaptar-se à cada situação e necessidade.

Pois é, uma história revelada num evento de comemoração de 30 anos de prestação de serviços de um profissional que poderia ter sido “descartado” aos 13 anos, mas que pela consciência, responsabilidade, humanidade, respeito e justiça de um grande líder, permaneceu para que fosse contada, e assim nos ajudar a compreender o verdadeiro significado da palavra liderança.

E o que mais você aprende com essa história?

Um Grande Abraço,

Marco Fabossi

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.Marco Fabossi
Marco Fabossi é Sócio-Diretor da Crescimentum, a mais completa empresa de formação de líderes do Brasil.
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3 Respostas até agora.

  1. Acreddito, mesmo, que as circunstâncias podem revelar ou não um líder.

  2. Flabenilto disse:

    Muito bommm! Realmente, sempre é mais fácil demitir! Sejamos honestos e verdadeiros e, ao invés de culparmos outros, vejamos se estamos fazendo bem o nosso trabalho!
    Obrigado Fabossi!

  3. Janice disse:

    Show de bola! Somos assim: é mais fácil descartar do que tentar consertar – coisas e pessoas! Essas histórias precisam ser divulgadas pois trazem muito ensinamento.